Engenheiro Elétrico
Somente será possível uma ideia nítida do papel do Engenheiro Elétrico se houver perfeita compreensão da diferença fundamental entre ele e o cientista. Essencialmente, distingue-se o cientista do Engenheiro Elétrico pelos tipos predominantes das respectivas atividades, que são, respectivamente, conhecimento e criações físicas. O principal objetivo do cientista é originar novos conhecimentos, enquanto que o Engenheiro Elétrico é criar dispositivos, estruturas ou processos tangíveis, de utilidade para o homem. Que não restem duvidas quanto a isto: O ENGENHEIRO ELÉTRICO É UM CRIADOR.
O telegrafo, o satélite meteorológico, o radiotelescópio, o eletrocardiógrafo, a usina de geração de energia elétrica, a usina de geração nuclear, de que tanto se houve falar, são produtos do Engenheiro Elétrico. O Engenheiro Elétrico chega a essas realizações por meio de um processo de criação chamado projeto(em contraste com a atividade central do cientista- a pesquisa).
Dentre as principais cogitações do Engenheiro Elétrico, ao executar um projeto, destacam-se a viabilidade econômica, a segurança, a aceitação publica e a possibilidade de fabricação ou construção.
Na prática devido, devido à extensão e à diversidade dos conhecimentos exigidos para a solução de problemas de tipos tão diferentes, torna-se inevitável um certo grau de especialização.
Por isso distingue-se o Engenheiro Elétrico, dedicado aos meios de produção de energia elétrica, transmissão e utilização dessa energia. Projetam geradores, motores, transformadores, retificadores, redes de transmissão, distribuição, sistemas de comunicações e muitos outros instrumentos e aparelhos.
O Engenheiro Elétrico tornou-se de vital importância para a segurança nacional. A superioridade militar não mais é uma competição questão de reunir tropas e acumular suprimentos; é hoje essencialmente uma competição tecnológica. Não são suficientes para o Engenheiro Elétrico os conhecimentos básicos das ciências físicas. De fato, para resolver satisfatoriamente os difíceis problemas que se lhe apresentam, deverá estar o Engenheiro Elétrico perfeitamente familiarizado com o que se chama tecnologia, da qual dois destacados aspectos- ciências físicas aplicadas e conhecimentos empíricos sistematizados-merecem atenção mais detida.
Um exemplo de ciência aplicada é a analise de circuitos elétricos, em que se aplicam conhecimentos fundamentais dos fenômenos elétricos (cargas, ondas eletromagnéticas, fluxo de elétrons, etc).A tecnologia apresenta outra notável faceta, que é a sistematização de conhecimentos empíricos (por definição, empírico é aquilo que se fundamenta exclusivamente na experiência, sem depender de noções cientificas).Para ser um Engenheiro Elétrico competente, deverão seus conhecimentos ir muito além das ciências física e da tecnologia, estendendo-se pelos campos da economia, da sociologia e da psicologia. O Engenheiro Elétrico deverá ter plena consciência das fatos da vida econômica, pois para ser útil a sociedade em geral, tem de saber da importância e das complexidades de lucros, custos, relações entre preços e demanda, rendimento de capital, depreciação, juros e outras realidades econômicas. O Engenheiro Elétrico vê-se constantemente às voltas com problemas econômicos, e para resolvê-los eficientemente, deverá estar tão cônscio das questões de lucros e custos quanto o próprio homem de negócios.